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Poesia com uma dose de Filosofia

Quando há melancolia; há também alegoria.
Utópico, Niilista, Leitor, Beatnik, Aspirante à poesia. Since: 1995.________________

Onésimo di Almeida

Devaneios pelo caminho

Por qual caminho devo seguir
esses que em mim
permeiam dúvidas
dúvidas cruéis,
que me torna delirante,

Sedento e extasiado
vou percorrendo meu ser,
O eu lírico brota
em meio a essa
imprecisão e inquietude

Por qual devo trilhar,
o da razão ou dos sentimentos?
Caminhos estes tortuosos
que em mim, me embaraço
e em um abrigo desejo está,

Tenho dois caminhos
por qual devo trilhar?
me pergunto se a razão é tudo,
essa intuição que às vezes
chega de súbito

E os sentimentos
estes são às vozes que em mim estão
Minhas impressões
meus batimentos
o estado da minha alma,

Ando nos meus rudes dias
perguntando-me por qual seguir,
Se algum desses dias
eu consiga agrega-los
e que esse trajeto
tenha um só rumo
e em cada caminho
um ninho
onde eu possa repousar. (13/08/14)

Queria ouvir tua voz,
não mais queria,
porque veio-me
como uma metralhadora,
cada palavra mim desconstituía
me hostilizava,
ao mesmo tempo que ressoavas
me afagava,

Mate-me com sua voz latejante.

" .. carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa, um milhão de dólares
ou coisa que os valha …”

complemento as palavras do grande Leminski com minhas minhas rudes:

[…] A dor que a sentirás
aformoseará tua alma,
quão formosa tornarás 
quando dor ela sentir, 
circunspecto…
passivo deverás ser,
curar a dor 
é entregarmos-nos a ela,
sentir como ás sente o vento passar
enfrentar-la
e sentir somente […]

O voo e a liberdade
As asas que à tenho
Precisam de vento,
Cada ar que a passa ela acompanha
Corre em direção
Em direção ao vento
Ao vento que traz ventura
E aspira liberdade à alma,
As asas que me guiam
Não poderão enclausurar
Em quaisquer circunstâncias,
Encarcerada ela não viverás,
Essas asas que anseiam liberdade
Nem um                                    
Nenhum
Ou qualquer um que seja o ser
Não há de deter
Nem mesmo determinarás o seu voo.   
 (em http://poesiacomumadosedefilosofia.tumblr.com/)

O voo e a liberdade

As asas que à tenho

Precisam de vento,

Cada ar que a passa ela acompanha

Corre em direção

Em direção ao vento

Ao vento que traz ventura

E aspira liberdade à alma,

As asas que me guiam

Não poderão enclausurar

Em quaisquer circunstâncias,

Encarcerada ela não viverás,

Essas asas que anseiam liberdade

Nem um                                    

Nenhum

Ou qualquer um que seja o ser

Não há de deter

Nem mesmo determinarás o seu voo.   


(em http://poesiacomumadosedefilosofia.tumblr.com/)

Manhã serena de domingo com agradáveis companhias… daí a vida vem, com sua doçura sutileza de súbito e te revigoras. (em Sarah Vaughan - Alone)

A vida e as vidas

Onde há limite para  viver?
Tudo se desfaz
Acabam-se aqui
Mas ali
Há um outro caminho
Uma outra luz,
E a de restar sempre
Aquela velha
E fiel esperança.

Porque desistirás de viver
Pelo motivo de achar que tudo acabou?
Ah, tudo pode mudar
Tece teus ais,
Novos ventos
Novas vidas
Irão vim,
Sim, é difícil nos persuadirmos
Mas saber que tudo pode ser diferente
Acalma a tormenta da nossa alma.

Ao ser nós mesmo
Há um caminho mais intenso
Ás coisas provocam-se
O caminho fica mais largo
Ou até mais estreito,
Mas tenha calma
Não desespere
Espere,
A dor é efêmera
Feito um vento suave
Que passarás
E tu nem perceberás…

Um pouco mais adiante
Florescerá
Há de exaltar-te 
Poderás ter a ventura,
Que uma outra vida
A ti voltarás,
Com alegorias
Com alegrias
E sua mais doce sutileza
Transbordarás
E jorrarás feito água,
Para isso
Bastará seres tu mesmo.                             

© Poesia com uma dose de Filosofia

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